Muito engraçado, isso de fazer um blog. Nunca algo particular foi tão público - e por escolha do próprio dono! Acho que mais interessante em expor seus pensamentos dessa forma é assumir o risco de que alguém os leia, goste, desgoste, identifique-se com o que foi escrito. Acaba sendo uma responsabilidade muito grande, apesar de não pararmos para pensar profundamente a esse respeito. Afinal, não interessa: o importante é que todos tem alguma coisa para dizer, eu também tenho; eles têm blogs, eu também quero ter.
Pensando mais um pouco sobre a utilidade de se ter um blog, esbarrei nos dizeres da escritora Susan Sontag a respeito da função social do diário (no mais, levemos em conta que o blog seja um diário virtual). Uma das funções sociais do diário, segundo a escritora, é ser lido furtivamente por terceiros, sejam eles pais, amantes, etc. Só no diário somos "cruamente honestos" acerca de tais pessoas, de modo que acaba sendo aceitável que os outros o leiam. Sob essa ótica, a publicidade do blog se justifica; é por isso que assumimos o risco de influenciar alguém, de irritar alguém, de parecer burros, ou espertos ou , tão-somente, nós mesmos. O diário (virtual) existe para que eu me expresse abertamente, ilimitadamente, e para que os outros o leiam (ME LEIAM) , quando eu não estiver olhando...
domingo, 27 de maio de 2007
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