As pessoas envelhecem de muitos jeitos. Alguns, surpreendem-se com uma pele cheia de rugas; outros com cabelos brancos. Uns se descobrem envelhecidos porque cansados da rotina e do trabalho. Mas a pior é a velhice da mente, do espírito.
A cabeça antiquada faz sofrer muito seu dono. Ele não consegue transcender seus próprios limites, não consegue jamais sair de si mesmo e vive preso à ilusão de que será capaz de mudar, a sua semelhança, o mundo - ao invés de, simplesmente, viver nele. Quem convive com essa "peça" também passa por maus bocados. É sempre um choque: de pensamentos, de experiências, de gênios. Carece muita paciência.
O mais importante, ao lidar com essas cabeças velhas, é admitir que eles não vão mudar tão facilmente - isso é, se mudarem. A inflexibilidade acompanha a mente antiquada como acompanha os músculos idosos.
Não há tristeza maior no mundo do que sofrer de reumatismo espiritual.
sábado, 9 de junho de 2007
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