Vez ou outra nos deparamos com um dia de chorar. Ele pode acontecer depois de um sermão na madrugada, depois de um mal-entendido com seu amor, depois de decepcionar um amigo.
Quando chega esse dia, o céu mais azul parece cinza; você pode até tomar um banho de sol, que o sol não lhe esquenta. Seu corpo dói, sua cabeça dói, sua consciência dói.
Nessas ocasiões, seu melhor amigo é um travesseiro, um cobertor ou -quem sabe - até uma árvore. Você tem que escolher um companheiro mudo. Os companheiros que falam vão ficar preocupados, provavelmente não vão saber o que dizer. Você vai olhar nos olhos deles por detrás das suas lágrimas e vai sentir pena - de si mesmo e deles. Quem quer colocar os amigos nessa situação?
Não. No dia de chorar, além de sozinho, você fica inquieto porque nenhum lugar lhe cabe. Nenhuma atitude parece apropriada também: peço desculpas aos pais que deixei preocupados? Pego o telefone e ligo para o amor? Procuro justificar-me com o amigo?
Como dá para perceber, sair do dia de chorar requer coragem, e coragem genuína.
Coragem... É complicada, pois é preciso sair de si mesmo, pisar no orgulho, engolir as lágrimas. É pensar: e daí se ele descobrir que eu gosto dele mesmo? E daí se eu abrir mão do meu ponto de vista por meus pais? E daí pedir desculpas p'ra aquele amigo?
O principal no dia de chorar é não deixar que este vire uma semana, um mês, um ano... Porque isso até acontece fácil... Bem, tudo o que não requer coragem acontece fácil.
sábado, 2 de junho de 2007
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